Por Selma Maria Santiago Lima   País: Brasil.

Nossa apresentação trata de uma proposta de conceito para territórios urbanos de produtividade local denominados Pólos Criativos, considerando os princípios da Economia Criativa Brasileira. Tratamos da questão contemporânea que aplica a criatividade como eixo de desenvolvimento, dos territórios urbanos, seus espaços e relacionamentos com a cultura e apresentamos uma proposta metodológica para a identificação destes pólos criativos, através do ponto de convergência existente entre desenvolvimento, localidade e criatividade.

Atualmente estamos convivendo com os desdobramentos, buscas de soluções e reflexões sobre uma série de crises econômicas e sociais em países desenvolvidos (principalmente), desencadeadas no final da última década pelas turbulências dos sistemas financeiros. Este cenário, que desenha-se como a maior crise sócio-econômica a nível mundial, vem sendo trabalhado por alguns países como uma oportunidade de repensar suas estratégias de desenvolvimento.

Percebe-se neste momento que a sociedade contemporânea, com a implementação das novas tecnologias; com a fortificação da ação local voltada para o global; com a re-estruturação nas relações de produção e comercialização no mundo, é o campo preparado para o semear de novos conceitos que balizem as relações econômicas e culturais, o momento propício para o cultivo e florescimento da Economia Criativa, que não só responde às diversas novas características comportamentais da sociedade, como também torna-se uma das maiores e melhores opções de desenvolvimento para este século que se inicia.

Foto: Espacio Vecinal Arganzuela

Ao observarmos a extensão continental do Brasil e as distâncias que envolvem os diversos territórios brasileiros com relação às questões sociais, econômicas, regionais, organizativas e culturais, verificamos que as políticas públicas têm à frente um enorme desafio de executar, mesmo segundo critérios predominantemente setoriais, ações que promovam o desenvolvimento nacional em busca de uma dimensão global.

Mediante tamanho desafio cabe aos governos em suas três instâncias – nacional, estadual e municipal – assumir o espaço territorial como um referencial para formulação e implementação de políticas públicas, sendo neste caso uma estratégia imprescindível para valorizar a diversidade brasileira e transformar o aproveitamento de seu potencial socioeconômico em um dos pilares do projeto de desenvolvimento para o país.

Numa escala mais generalizadora, podemos apontar algumas dimensões que possam definir território compostas pelos campos socioeconômico, físico-territorial, político-organizativo e ainda, como elemento identitário, do campo simbólico-cultural que, quando aglomerados em determinado espaço geográfico, apresentam suportes e produtos propícios a formação de identidades individuais e coletivas e, portanto, evocam sentimentos de pertencimento, o que colabora efetivamente para a sua identificação enquanto território único. E ao delimitarmos estes espaços, observamos que as políticas devem considerar especialmente as cidades, que são na realidade os locais onde as relações cotidianas tornam-se laboratórios de tramas em um terreno fértil para a criatividade.

Nas cidades, propomos que sejam identenficidos e potencializados Pólos Criativos, que consideramos serem espaços de convivência urbana que possuem uma dinamização funcional de atividades de dimensão econômica e simbólica que unem em sua geografia diversos grupos e pessoas com uma identidade cultural própria.

Ainda conforme o Plano da Secretaria da Economia Criativa, elaborado pelo Ministério da Cultura do Brasil, entende-se por Pólos Criativos o conjunto de empreendimentos criativos geograficamente próximos e circunscritos a um território de pequena dimensão, cabendo-nos neste documento buscar uma melhor percepção do que sejam estes aglomeramentos, principalmente a partir dos conceitos e das práticas já estabelecidas junto aos Arranjos Produtivos Locais (APLs) e, ainda como podemos em uma primeira visão, identificá-los com o intuito de potencializar as iniciativas já existentes, bem como auxiliar na implantação de novas experiências no território nacional.

Partindo destas premissas, realizamos diversas pesquisas acerca de espaços e aglomerados de iniciativas produtivas no campo da economia criativa para apresentar a seguinte proposta de estrutura que alia conceitos e práticas em campos para identificação de Polos Criativos, conforme apresentamos a seguir.

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